O papo das pessoas mais velhas quando se referem a gente é: “Hoje esses jovens têm tudo, têm televisão, têm livros, têm internet, têm os melhores tênis, etc.”. Se olharmos do ponto de vista material e tecnológico, possuímos coisas que nossos pais nunca tiveram. E nossa tendência atual é amarmos as novidades, deixando acontecimentos importantes de lado. Esse amor pelas coisas pode até se tornar patológico. É o caso das pessoas que não conseguem ficar sem conexão móvel, que inclui internet e celular e quando elas ficam distantes por um curto espaço de tempo gera uma grande ansiedade. Com essas pessoas acontece o seguinte: o amor à coisa é tão grande que eles são possuídos pelos objetos. E normalmente, quem é possuído por alguma coisa tem grande dificuldade de largá-la.

Apegamo-nos a coisas, pessoas, tendo grande dificuldade de “abrir mão” sendo que isso é muito necessário. E a renúncia é a resposta para esse tipo de circunstância. A sua função principal é fazer com que a gente deixe de lado as coisas que são menos importantes e abrace aquelas que realmente importam. Existe uma grande dificuldade nossa em tomar essa atitude, é só olhar o nosso cotidiano: ficar o dia inteiro na internet ao invés de conversar com a mãe, preocupar-se apenas em divertir-se sem se preocupar com o outro, até podemos usar algumas coisas boas como muletas para não atender as necessidades das pessoas. É o caso do filho que fala que estuda o dia inteiro e não ajuda ninguém em casa.

Mas renúncia é algo de primordial em nossa vida, fazemos isso a todo o momento quando escolhemos alguma coisa. Um exemplo simples disso é um estudante quando acorda de manhã para ir à escola, tem de renunciar sua cama quentinha numa linda manhã de inverno para aprender algo que poderá ser útil para o seu futuro. E por que o estudante não fica na cama? Porque ele vê que o estudo é algo importante para abraçar, pois as consequências desse estudo podem proporcioná-lo um futuro melhor. Quando ele faz essa escolha, ele deixa outras opções para trás, para que algo importante aconteça como fruto de sua dedicação à escola. Sabendo da existência de grande dificuldade em ver a renúncia como uma boa opção. Temos que nos perguntar: existe importância em renunciar?

1.       A nossa renúncia é importante para o outro: esse critério surge quando vemos que o outro é especial para a nós. Quando tomamos isso como primordial, as nossas atitudes tem que demonstrar isso. Com isso, vemos que é importante gastar tempo com as pessoas ao nosso redor, porque quando fazemos isso dizemos ao outro: “Meu tempo, que é algo precioso, um dos bens mais preciosos que eu tenho, mas nesse momento quero dedicar esse pedaço a você”. Será que fazemos isso?

2.      A nossa renúncia é importante para a nossa vida porque ela mostra que podemos visualizar as coisas importantes e optar por elas.

3.      A terceira é a renuncia para Deus, ela passa pela primeira ideia, que é dar o nosso tempo a uma pessoa importante. Mas com Deus enfrentamos um problema, que é o caminho que tomamos frente a Ele. Podemos renunciar a Deus por medo de Ele nos mandar para o inferno, por causa dos nossos erros. Então, com receio de ficar numa situação de infelicidade eterna, acabo por decidir obedecer aos Seus pedidos. Mas existe outra opção que também passa pelo “medo”, mas é algo benéfico para nós. Que se chama “Medo Saudável”, marcado pelo nosso medo de perder Deus. Com esse temor, escolho obedecer porque eu posso perder o bem mais precioso que existe, escolhendo renunciar a felicidade terrena para ter uma outra eterna ao Seu lado.

Diego Macedo
Estudante de Psicologia - Oficina de Valores

3 comentários:

Rodrigo Moco disse...

Excelente texto, Diego.
De forma especial a mim falou bastante, como preciso aprender a renunciar minha vontade, reconhecer que nem tudo é e pode ser da maneira que eu quero. Me falta creio eu, trabalhar com os três critérios q vc estabeleceu. Vou tentar!

Yuri W. disse...

Sensacional o Texto Diego!
Me vi muitas vezes nas situações que você citou no texto, e de alguma forma ele me ajudou a querer lutar contra minhas vontades, que muitas vezes prejudicam a mim ou a minha família e amigos.
Trabalhar a renúncia será minha próxima meta!

Anderson Dideco disse...

Gostei mt! Os txts estão ficando mais 'focados', isso é mt bom!

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