Por: Marcos Levi
imagem de: http://www.atribunanet.com



Depois de pesquisar em alguns manuais a origem de tal feriado/festa, encontrei algumas referências em Vinte Séculos da Caminhada da Igreja do Padre LUIZ CECHINATO que é um manual de História da Igreja! Mais tarde fui ao mundo chamado internet para fechar o texto buscando a biografia do Papa Urbano IV e foi aí que me peguei em um dilema, explico: as associações mais comuns feitas à Festa do Corpus Christi na internet são... FERIADO PROLONGADO, FAÇA SUA RESERVA, TEMOS ÓTIMOS DESTINOS, etc! Meu dilema era: ou terminava o texto ou fazia uma reserva para as praias lindas da Bahia... bom, se você está lendo este texto, já sabe que não fiz nenhuma reserva e nem fiquei tentando! Rsrs. 
Aprendi anos atrás que esses feriados têm um sentido de ser: são para serem vividos. Sei que estamos cansados, exaustos, às vezes cheios de afazeres, sei bem porque eu também sou assim. No entanto, devemos olhar através, devemos agradecer pelo dom da vida e por um dia como esse podemos ir contemplar Aquele que nos deu esse dom.


A Festa que estamos comemorando hoje é bem antiga e isso me motiva porque isso é História, isso é vida. Uma festa que começou lá na magnífica Idade Média pode ser comemorada por nós aqui, cidadãos de uma cidade Serrana incrustrada nas montanhas do Estado do Rio de Janeiro ou por você aí aonde quer que esteja.


CORPUS CHRISTI significa Corpo de Cristo. Vale ressaltar que a liturgia mais recente, a do século XX, abriu o entendimento do termo para que não fizessem menção única ao Corpo de Cristo, pois bem se sabe que hoje o significado tem a ver com Corpo e Sangue! 


A origem da Solenidade é medieval, do século XIII. A festa surge num momento em que as heresias, ainda que diferentes das da Antiguidade, retomam a cena. Para reafirmar a Presença Real do Cristo na Eucaristia e para atender à prática popular que data do século IX, a Igreja Católica oficializou a Festa do Corpus Christi. 


A pedido - e um desses pedidos foi feito ao na época futuro Papa Urbano IV, Jacques Pantaléon - da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon de Liège (Bélgica) foi feita de forma oficiosa uma procissão pelas ruas de Liège levando o Corpo de Cristo. 


O Papa Urbano IV, que sem sucesso buscou convocar uma Cruzada para sua antiga diocese Jerusalém, passou para a História com a bula Transiturus de hoc mundo (11 de agosto de 1264), que fez com que a Festa passasse a fazer parte do rito latino. 


A partir de 1270 é possível identificar a procissão em Colônia, na Alemanha depois na França e na Itália. Mais tarde em Roma, em 1350. 


Os tapetes tais como conhecemos são uma herança portuguesa que hoje parecem estar mais vivos nas regiões fora de Portugal Continental. No Brasil, durante muito tempo os tapetes eram adornados em cidades históricas com a contribuição do barroco, tomando ares de luxo e grandiosidade.


Hoje, essa Festa tem um sentido que extrapola muitas vezes a homenagem, é um dia em que Deus de forma real caminha entre nós! Ao passar o Senhor Bispo com o Corpo de Cristo, seja em um automóvel seja a pé, aquelas pegadas deixadas devem ser seguidas como as de Jesus, devemos seguir a Procissão e lembrar das  multidões que seguiam a Jesus lá pelos anos 30 do Primeiro Século!!!

Marcos Levi
Professor de História / Oficina de Valores

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