Este texto tem como objetivo não só informar como também desmitificar, logo o caro leitor entenderá. Isso se deu porque cansei um pouco da mesmice e dos discursos ditos politicamente corretos. Começo, portanto, citando um trecho da obra de Paul Johnson (2001):

“...cinco mil ... foram assassinados por ordem judicial, quase sempre em público. O total não é conhecido, mas há registros de três mil, cento e vinte e cinco casos individuais. Infligiam-se as torturas mais aterrorizantes àqueles, que se recusavam a cometer perjúrio. Alguns morreram de fome na prisão. Outros foram torturados até a morte. A maioria foi queimada viva – com um dos braços amarrado frouxamente a uma estaca, no meio de um círculo de fogo. Entre eles, havia mães com crianças pequenas nos braços. Os governadores locais desistiram dos horrores quando a simples fogueira mostrou-se incapaz de segurar a apostasia. Muitas vítimas foram mortas por tortura com água, nas fontes sulfúreas  (Que tem a natureza do enxofre  - tomei a liberdade de colocar o significado mesmo entrando na citação afora.) – a água fervente sendo derramada lentamente em cortes em sua carne....começaram a ser suspensos de cabeça para baixo sobre um poço, alguns deles vivendo uma semana. Uma jovem...suportou o tormento durante catorze dias...”[i]

 Tomando estudos sobre os Tribunais Inquisitoriais e laudas que acredito que a Inquisição foi um erro não da Igreja, e sim dos que a acomodavam e regulamentavam porque sendo realizado pelos tribunais regionais o controle era difícil de ser implantado, o que resultava em exageros cometidos, cito, por exemplo, o caso de Santa Joana D’Arc que implorou para ser julgada pelo Tribunal de Roma, por considerar que no qual era julgada era corrupto.

A citação acima não faz referência aos cristãos europeus. Segundo aqueles que se dizem senhores em estatística, houve milhões de execuções e julgamentos feitos pela Inquisição, e cito aqui só um dos dados “precisos”, em Toulouse demonstram que cerca de 3 milhões de pessoas foram mortas na cidade que tinha uma população de cerca de 300 mil pessoas, ora das duas uma ou nenhuma,  ou a série The Walking Dead já havia começado nessa época ou ressuscitar era uma prática de verão em Toulouse. Tal citação foi retirada de uma obra crítica do cristianismo de autoria de Paul Johnson intitulada História do Cristianismo.  Lá pela página 512 o autor faz uma referência aos cristãos católicos japoneses que foram mortos no início do século XVII, principalmente por intrigas de ingleses e holandeses que, por sua vez não sendo católicos, queriam o comércio que era praticado por esses em terras japonesas. Li o texto citado acima ainda na época de faculdade seguindo a indicação de um grande professor de História das Religiões e Antiguidade Judaica chamado Edgar Leite. 

Por fim, minha intenção foi a de alertar aos leitores que se previnam ao ouvir ou ler sobre um assunto qualquer. Não tomemos o senso comum como verdade e a verdade como sendo algo pessoal, toda vez que ler ou ouvir algo, procure refletir sobre o que leu ou ouviu, não desmereça as fontes e nem as pessoas, pois você pode perceber que está errado ou que esteve certo.  Pense nisso, respeite e estude e a verdade o libertará, não se deixe prender pelo que os outros dizem, pense um pouco por si, corra o risco!

 Para finalizar, gostaria de citar uma frase muito famosa de um comercial dos anos oitenta: É possível contar um monte de mentiras dizendo a verdade”.


Marcos Levi
Historiador - Oficina de Valores





 Cristianismo - Paul Johnson 2001

Bibliografia e filmografia recomendado para o assunto:
Johnson, Paul. Historia do Cristianismo  2001
Yamashiro, José. Japão Passado e presente. 1986
Cheguei a esses estudos graças a um anime de título Rurouni Kenshin - Meiji Kenkaku Roumantan  (no Brasil Samurai X) -  em que em um dos episódios um certo Amakusa Shiro Tokisada, menino de 17 anos,  liderou uma revolta contra os Xoguns por não querer apostasia da sua fé.  Isso mesmo! Existiram Samurais Católicos que morreram empunhando suas katanas (espada tradicional do samurai de formato curvado) enroladas em um Rosário (o que chamamos popularmente no Brasil de terço), só que isso é matéria do próximo texto!

3 comentários:

Rodrigo Moco disse...

Muito bom!

Anônimo disse...

maravilhosidade !

Roberto Wagner Lima Nogueira disse...

Muito bom Levi, parabéns pela lucidez e articulação!

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