Existe uma pergunta que parece ter resposta óbvia, mas que vai muito além de simples frases resumidas.

Quem sou eu? Pergunta que abrange uma série de realidades. Por que não uma série de pessoas que também somam no nosso processo de ser?
O que eu sou, quem eu sou, passam com certeza pelo caminho do amadurecimento, que permite com que eu me conheça a cada dia, me encontre comigo mesmo, a fim de chegar o mais próximo possível da pergunta em questão.

Essa busca do autoconhecimento envolve tudo o que nossa vida toca, porém, me proponho a falar da dimensão da sexualidade humana, parte do sujeito que por muitas vezes cria grandes crises de identidade, sobretudo quando é vivida de forma errada.

O ser humano é provido de corpo e alma, partes que formam uma única realidade diretamente ligada à sexualidade, aquilo que me define enquanto homem ou mulher. Dentro deste contexto estão os gostos, temperamento, instintos etc. Quando estas características passam pelo amadurecimento que todo indivíduo precisa, a sexualidade cumpre o seu papel.

Infelizmente, temos vivido numa sociedade cada vez mais hedonista, onde o que mais vale é o que mais dá prazer, independente do que seja preciso fazer para alcançá-lo. Desta forma, vemos todo o tipo de apelo ao mergulho profundo no sexo fácil, uma vez que, o ato sexual é uma das realidades humanas que desperta mais prazer. As músicas, programas televisivos, internet e demais meios de comunicação são, na maioria das vezes, os grandes difusores dessa cultura, onde se vale pelo que se tem, seja um belo corpo ou até mesmo um belo carro, desde que seja fácil o desfrute do prazer.

Pobres de nós quando nos deixamos levar pela falsa propaganda que os nossos próprios instintos fazem, nos convidando a mergulhar no prazer desenfreado. Isso não completa o ser humano, pelo contrário, o animaliza, afastando-o do que ele realmente deve ser.
No livro de Tobias, vemos a história de Sara e Tobias, que mesmo diante de todas as dificuldades para o alcance da felicidade, que no caso deles, passava um pelo outro. Ambos vivem a beleza da espera, do respeito que mostra o valor do outro além do que ele pode lhe dar, Sara era atormentada por um espírito maligno, mas Tobias foi grande e se colocou diante de Deus, junto com a mesma Sara, rezando e esperando, assim, viram os planos de felicidade que o Senhor tinha para eles.
Esses dois personagens bíblicos vêm na contramão dessa grande onda de sexualidade desregrada, ainda que sem grandes propagandas vindas dos que manipulam as massas, são um grande exemplo que só se constrói algo verdadeiro quando existe verdadeiro amor, disposto a renunciar e esperar.
Na medida em que me conheço, me torno capaz de conhecer o outro, saber quem sou é o primeiro passo para saber mais sobre alguém. Quando me possuo, posso me doar.
(Acesse o audio com a pregação completa clicando aqui)
Paulo Vitor Simas
Professor de Religião e de Educação Física - Oficina de Valores

2 comentários:

Paulo Vitor disse...

show! rs

Carla Caputo disse...

Ótimo, PV! Concordo com você, hoje em dia o sexo foi completamente banalizado, o valor que outrora tinha, se perdeu. Não é necessário amar para que se chegue ao sexo, aliás, não é necessário conhecer. A mulher é vista como carne, objeto de prazer e pouco importa o conteúdo que ela tem. E até homens já são tratados desta maneira, pois essa banalização está tão difundida que muitas mulheres já endossam essa postura.

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