Há algum tempo, me deparei com algumas situações na minha vida, as quais eram novidade pra mim. Elas exigiram que eu fizesse pequenas escolhas que, de algum modo, tornaram-se difíceis de distinguir qual era a opção correta e qual eu deveria abandonar. Por ser algo realmente novo no meu dia-a-dia, muitas vezes eu não conseguia escolher a opção correta, e isso me perturbou por um bom tempo deixando minha cabeça impregnada de pensamentos negativos sobre o meu próprio modo de agir. Minha insatisfação comigo mesmo fez com que eu viesse a escrever esse pequeno texto e também procurar algum meio de saber distinguir o certo do errado.  


É muito comum, na vida dos cristãos, ter que abrir mão do próprio querer em prol da vontade de Deus. Isso é muito visível nas situações em que precisamos fazer escolhas que desafiam nosso querer no decorrer da nossa vida, por exemplo, deixar de ir a um churrasco ou a um futebol no domingo para ir a missa. .E em tantas outras pequenas escolhas do cotidiano? Será que conseguimos agir certo nas menores coisas?  
Uma situação muito comum (a qual eu acredito que grande parte das pessoas que estão lendo isso já passou ou de alguma forma já presenciou) é o famoso “dar lugar aos idosos no ônibus”. Vivi isso há poucos dias atrás e me senti muito incomodado por ver um senhor em pé enquanto jovens da minha idade estavam sentados em bancos preferenciais, conversando e se divertindo. Aquilo me levou a refletir sobre quantas vezes o meu comodismo se tornou superior à minha vontade de agradar a Deus sem que eu sequer percebesse o meu erro.

Estou fazendo pré-vestibular na Rede MV1 de ensino, e geralmente após as aulas, eu volto pra casa de ônibus. Eu gosto muito de refletir e pensar enquanto eu estou no caminho de volta pra casa, e hoje (25/05/2012) me veio a cabeça uma frase de um cantor bem famoso, ao qual não sou muito fã, mas que me impulsionou a escrever este texto: “Que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o bem”, do cantor Alexandre Magno Abrão (mais conhecido como “Chorão”) da banda Charlie Brown Jr. Eis aí um paradoxo! Como nos sentir bem, se fazer o bem, muitas vezes, vai contra a nossa vontade?
 A resposta dessa pergunta é simples, mas extremamente difícil de se pôr em prática. O sentir-se bem não está ligado apenas ao nosso querer, mas também à satisfação que conquistamos através dos nossos sacrifícios voltados para o benefício alheio. Voltando ao exemplo dos idosos no ônibus, quando me vejo doando meu lugar (largando meu comodismo) para que outra pessoa com maiores dificuldades possa sentir-se melhor, aquele meu pequeno sacrifício me satisfaz porque eu tenho a convicção de ter feito a escolha correta. E é através dessas pequenas renúncias (que já foram citadas em um texto do Diego Macedo) que conseguimos conquistar aquela alegria que faz com que “ganhemos o nosso dia”.

Tenho 18 anos, e grande parte das pessoas que fazem parte da Oficina de Valores tem mais experiência de vida que eu (digamos assim). O fato de eu ainda não ter preocupações com faculdade, trabalho, casamento, e outros, me preocupava muito porque me fazia pensar: Se eu já me sinto sobrecarregado de escolhas que julgo importantes para minha vida, como eu estarei no futuro? E quando começarem as preocupações “maiores” e as escolhas mais difíceis?

É essencial que tenhamos uma base que prevaleça em nossas decisões, sendo essa, pensada e trabalhada com o passar do tempo. Há a necessidade de uma formação que nos ofereça critérios para saber escolher entre algo que nos realize ou algo que por mais que não pareça nos frustrará, e até mesmo saber entre duas alternativas boas, escolher a melhor. Como forma de buscar mais a Deus no meu cotidiano, venho trabalhando cada vez mais as minhas prioridades, me questionando e formando uma base para que eu esteja preparado para lidar com as mais variadas situações. Termino este texto testemunhando que desde que assumi o propósito de negar as minhas vontades em prol da vontade de Deus, venho obtendo grandes recompensas em minha vida. Um pequeno trecho da música Colisão sempre me faz rever minhas ações e pensar se realmente ando sendo o que Deus quer que eu seja. Esse trecho fala muito sobre a questão da renúncia, e vem me ajudando muito como forma de oração: “Preciso ser o oposto do que o mundo é; bater de frente com os meus desejos”. Tente meditar essa frase também, tenho certeza que ela ajudará você a encontrar mais a Deus nos pequenos sacrifícios.
Yuri Weilemann
Pré vestibulando - JOAM Quitandinha

4 comentários:

Juliana Benevides disse...

Muito bonito ver a sua preocupação Yuri!!
Parabéns

Yuri W. disse...

Obrigado Juliana! Eu não sou bom em escrever textos em geral, mas como era realmente algo muito recente e presente na minha vida foi bom usá-lo como forma de rever meus conceitos e aprender com o que passa na minha própria cabeça.

Anônimo disse...

Yuri, muito bom o texto e ver seu crescimento a cada dia! Deus o abençoe!

Só uma coisa, ali deveria estar: coordenador do GJSC né?! Mas posso te emprestar pra eles, um pouco! ;)

Abraço,
Helo Woll

Celio Junior disse...

ja tinha lido este texto ja faz alguns dias, mas por acaso hj aconteceu algo q me fez ter q vir aqui comentar.
Eu estava no onibus indo pra faculdade quando entrou uma moça com um bebê no colo. Eu estava cansado, com dor de cabeça e viajando nem prestando atenção o que acontecia, só percebi a moça entrando.
Quando percebi eu ja estava em pé e a moça estava sentando... Só q eu ñ dei lugar pensando q os outros olhariam pra mim e iriam falar, "q cara legal, ele deu o lugar"; e tbm ñ dei o lugar pensando, "se eu fizer isso eu vou pro céu com certeza". Eu simplesmente fiz o bem sem pensar em benificio proprio(ñ querendo aparecer e nem me gabar).
são coisas tão simples, mas q no fundo fazem vc se sentir bem.

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