Por: Julio
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Acompanhei todo o especial da semana em defesa da vida promovido pelo blog da Oficina de Valores. Durante essa semana lembrei-me de um livro muito interessante que falava sobre aborto, no qual o autor apresentava 40 razões para dizermos não sobre essa prática. No livro também havia também relatos sobre as táticas mentirosas dos(as) abortistas para convencer o povo. Creio que um resumo de tais estratégias possa ser bem útil para aqueles que lutam em defesa da vida.

Em um dos capítulos, é relatada a experiência do Dr. Bernard Nathanson, um ginecologista norte-americano, um dos líderes do movimento pela legalização do aborto nos EUA que por volta do ano de 1969 chegou a ser considerado “o rei do Aborto”. Este médico, aos poucos, foi revendo seus conceitos e acabou abandonando suas práticas monstruosas. Quando li o livro ele já era um dos maiores defensores da vida. 

É o próprio Dr. Nathanson quem explica como fez pra convencer milhões de pessoas a aceitarem o aborto. Em linhas gerais, a tática foi a seguinte:

“Como base serviram-nos duas grandes mentiras: a falsificação de estatísticas e entrevistas que dizíamos ter feito, e a escolha de uma vítima a quem pudéssemos atribuir o mal que nos Estados Unidos supostamente viria da não aprovação do aborto.” 

Sempre gostei de vender, e em boa parte dos cursos que fiz aprendi táticas do estilo “maria vai com as outras”. Exemplo: apresentar um produto para um cliente e utilizar de um argumento que mexa com o “emocional” dele dizendo que muita gente experimentou, que alguém da família, um amigo ou até mesmo alguém muito conhecido comprou. Tal estratégia pode parecer irrelevante, mas na prática cotidiana autmenta muito a possibilidade de uma pessoa adquirir um produto. Já se perguntaram por que algumas empresas querem personalidades como Neymar, Gisele Bundchen ou Camila Pitanga em suas propagandas?

Falsificar as estatísticas era para o Dr. Nathanson uma forma eficaz de vender a ideia que o aborto era legal e, infelizmente, até hoje ações desse tipo vem acontecendo nos meios de comunicação. Um exemplo recente aconteceu na novela de maior audiência da tv globo, Amor a Vida. Certa cena apresentou uma equipe médica tentando salvar uma moça com hemorragia, mas sem sucesso. O médico mais velho diz que a paciente tinha entrado em óbito por ter feito um aborto ilegal e muito mal feito, logo em seguida ele solta uma grande mentira dizendo: “Essa é uma das principais causas da morte de mulheres nesse país”. Segue abaixo o vídeo:


Pra alguns passou despercebido o diálogo da novela, mas para um grupo de telespectadores, sobretudo os que não têm uma opinião clara sobre o assunto, esta pode ter sido a única formação sobre o tema. Para esse grupo foi vendida a ideia de que “uma das principais causas da morte de mulheres nesse país”. O que leva a tv Globo a colocar uma ação de merchandising, tão mentirosa (1), em uma das principais cenas da noite e justamente com atuação do ator que caiu no gosto popular?

O livro de que tanto estou falando tem um capítulo que fala sobre a indústria do aborto. Pessoalmente não vejo sentido na força da militância pró-aborto sem que haja muito investimento por traz deles. Queria muito saber quem financiou uma ação de merchandising dessas em horário de grande audiência na tv globo. 

Dr. Nathanson apresenta em seu depoimento mais algumas das estratégias utilizadas: 

“Lançamo-nos à conquista dos meios de comunicação Social, dos grupos universitários, sobretudo feministas. Elas escutavam tudo o que dizíamos, incluídas as mentiras, e logo as divulgavam pelos meios de Comunicação Social, base da propaganda.” 

Em trecho, dá ainda mais detalhes: 

“Dizíamos em 1968 que nos Estados Unidos se praticava por um ano um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos muito bem que não ultrapassavam os mil”. Sobre as mortes das mães por abortos clandestinos ele dizia: “Se aproximam de dez mil, quando sabíamos que não eram mais de duzentas. Mas duzentas eram cifra pequena demais para a propaganda.” 

“Dizíamos, por exemplo, que tínhamos feito um inquérito e que 25% da população era partidária ao aborto. Três meses mais tarde dizíamos que eram 50%, e assim sucessivamente. As pessoas acreditavam. Como desejavam andar com a moda, fazer parte da maioria e que não as chamasses de retrógradas, enfileiravam com os “avançados”. Mais tarde, organizamos inquéritos verdadeiros e pudemos comprovar que, pouco a pouco, os resultados tornavam-se parecidos com o que tínhamos inventado.”

Outra estratégia do grupo pró-aborto era atacar a maior defensora da vida. Na ocasião, o Doutor Nathanson acusava a igreja Católica e utilizava estratégias pra colocar o povo contra tal instituição.

Uma frase conhecida que foi proferida pelo propagandista nazista, Joseph Goebels, dizia: “uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade”. Hitler com suas ideias malucas matou milhões de inocentes. Também hoje ideias mentirosas vem sendo espalhadas por grupos a fim de matar milhões de crianças sem voz e sem vez. Dom Eugênio Sales foi muito sábio quando disse “todos os que são a favor do aborto já nasceram”. Lutemos pra que as pessoas cheguem ao conhecimento da verdade e não se percam, lutemos em defesa da vida.

Obs: O livro de que tanto falei chama-se “Aborto? Nunca” e foi escrito pelo Professor Felipe Aquino. Nem preciso dizer que que eu recomendo bastante tal leitura, certo?

(1) Para os que quiserem segue um link que informa como descobrir os dados oficiais de morte de mulheres em decorrência do aborto: 

Aborto? Nunca! Felipe Aquino, Editora Cleofas


Julio Tavares

Bancário / Fundador da Oficina de Valores


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