Retiro de Carnaval 2014/Oficina de Valores
Como explicar o que eu vivi desde o dia 28 de fevereiro até o dia 5 de março de 2014? A resposta é simples: eu vivi o Cristianismo. Você, leitor, deve estar se perguntando: Como assim? Pois bem, tudo aquilo que vivemos na nossa comunidade, seja na parte da Oração quanto na parte do convívio com as outras pessoas, eu pude testemunhar e viver ao longo desse Carnaval. Nesses quatro dias de folia, eu pude perceber que dá para viver algo muito diferente do que o mundo vive na folia e, ainda assim, me surpreender e me divertir de uma maneira saudável e santa.

Foram tantos momentos que eu teria que escrever pelo menos cinco textos para definir cada situação que eu vivi nesse período. Muitas ocasiões que merecem destaque, como a Efusão no sábado, a Adoração na segunda, o Baile de Carnaval, a última dinâmica, mas eu quero falar sobre duas coisas que eu aprendi nesse Retiro de Carnaval.

A primeira coisa que eu queria escrever foi como Deus se fez presente para mim nesse retiro. Confesso que eu cheguei muito desanimado e triste, mas a cada dia Deus foi falando comigo através das pregações, das dinâmicas, dos momentos de oração e principalmente através das pessoas com quem eu pude conviver nesses dias. Eu pude perceber que Ele, naqueles momentos nos quais você quer desistir e sair correndo, quer que você tenha coragem e fique perto D’Ele e que Ele sempre envia pessoas maravilhosas para que o façam perceber que você não está sozinho na caminhada cristã. Dentre muitas coisas que Ele me falou, uma me fez refletir muito: sobre a Alegria do Evangelho (tema do Retiro). Sobre como você pode ser feliz sim, sem precisar ser escravo dos sentimentos ruins que temos. Foi durante uma pregação que isso ficou muito claro para mim e foi a maior lição que eu pude aprender nesses dias.

A segunda coisa foi sobre o retiro em si. Eu nunca tinha feito nenhum retiro na minha vida, nem de conversão nem de formação. Tudo foi novo para mim e vi o quanto é bom e proveitoso você se desligar do mundo de fora e tirar um tempo para descansar e para se aproximar de Deus. Em um determinado momento, enquanto eu estava para baixo, eu pensei comigo mesmo “Eu nunca mais vou fazer nenhum retiro” e “Eu não sirvo para isso”, mas depois eu fui percebendo que eu estava errado. Que vale a pena e que o retiro é preparado com muito carinho por uma equipe de líderes, coordenadores, as pessoas que cuidam da alimentação, a equipe de intercessão, que cuidam para que todos tenham uma verdadeira experiência com Deus.

Em determinado momento eu pensei seriamente em desistir do retiro. Achava que não aguentaria ficar “preso” no sítio pelos cinco dias, mas Deus, através das pessoas que estavam lá, me deu uma lição que eu não esquecerei: Que é preciso perseverar e que é preciso coragem para lutar contra a tentação que fala para abandonar tudo e voltar para o mundo, onde as ilusões parecem muito sedutoras.

Para terminar, eu gostaria de dizer que valeu muito ir para o retiro. Foi o melhor Carnaval que eu poderia ter imaginado, que Deus sempre sonhou com isso e lá, mais uma vez, Ele se mostrou para mim mais que um Pai ou Mestre. Ele se mostrou o meu melhor amigo, como diz a música tema do Retiro: “Já não sou mais chamado um Servo Teu/Mas um amigo escolhido por Ti”.


“Eu queria dedicar esse texto a Deus que sempre consegue me surpreender; a todos os que passaram esses dias comigo lá no Sitio São José do Oriente; aos meus amigos que incentivaram a minha permanência no retiro e a uma pessoa em especial que sempre me incentivou a ir para a Igreja, mesmo quando eu não queria. A todos o meu muito obrigado.”

Vinicius

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