Temos hoje testemunhos de duas jovens que participaram do encontro FIJ - Formação Integral do Jovem, realizado pela Oficina de Valores entre os dias 16 e 20 de Julho.
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”A melhor experiência da minha vida” (por Thaísa Rocha)


Fez barulho, deu aperto no peito e abalou as estruturas. Mas curou. Hoje é o meu primeiro dia pós FIJ e eu escrevo esse texto com lágrimas nos olhos e Deus no coração. Ao decorrer do encontro, fomos sempre questionados sobre sentimentos e ensinamentos. E em vários momentos era quase impossível escolher um só. Se fosse uma prova objetiva eu, com certeza, marcaria mais de uma alternativa ou acrescentaria outra. Definir tudo o que senti e aprendi demandaria muito tempo, e mesmo assim, possivelmente, não conseguiria. Mas posso dizer que conheci pessoas maravilhosas. Cheguei ao lugar do encontro na noite de quarta, sem conhecer ninguém e sem saber ao certo o que aconteceria ali dentro. E em poucas horas já estava tendo experiências tão intensas e únicas que no mesmo dia não conseguia imaginar minha vida sem o FIJ.

Sempre fui muito sentimental e durante muito tempo vivi atrás de um amor verdadeiro, aquele sentimento tão buscado e sonhado por todos nós. Eu queria algo que preenchesse o vazio do meu coração, algo que me fizesse acreditar, confiar, algo pelo qual eu viveria e morreria. Afinal, só vale a pena viver pelo que vale a pena morrer. E hoje, eu posso dizer que encontrei esse amor. O amor de Deus. O amor do Pai. E digo com a maior segurança e propriedade que esse amor é muito mais do que eu imaginava e esperava, é muito mais do que eu mereço. A felicidade desse sentimento é incomparável a de qualquer outro. A busca por Ele jamais será em vão. Durante muitas partilhas, relatei minhas dúvidas, dificuldades, anseios e preocupações. Mas, com o passar dos dias, todas elas diminuíram, a maioria sumiu. E no fim, só tinha coisas boas pra partilha, porque eu percebi que grande parte das preocupações era desnecessária, a maioria não valia minhas dores de cabeça.

Entrei no FIJ de um jeito e fui pra casa de outro. Pode parecer clichê, porém, mais do que nunca, eu fui pra casa com Deus. Hoje pensando no que eu colocaria nesse texto, muitas coisas me vieram à mente. Inúmeras. E com certeza não vou conseguir expor todas elas. Mas não poderia deixar de falar sobre a equipe incrível que fez o FIJ acontecer: Moco, Nathália, Fernanda, Diego, Paulo, Breno, Letícia, Juliana, Yuri, Binha... Vocês todos estarão sempre presente nas minhas orações. E cada um que esteve lá, que me fez aprender tanto, sentir coisas que nunca imaginei sentir, passar por experiências tão marcantes. Eu cheguei no FIJ incompleta. E sai transbordando. Deus sabe o que faz. E propor seguir Seu caminho é o melhor conselho que alguém pode oferecer, pois Deus jamais nos abandona. Deus não se cansa de perdoar. Ele perdoa setenta vezes sete. E nunca é tarde para escolher o caminho de Deus. Passei muitos momentos bons nesses meus 19 anos, mas nada se compara a tudo que vivenciei no FIJ. De longe, foi a melhor experiência da minha vida. 

Todos deveriam passar por isso: ser tocado por Deus e abrir o coração pra tudo de maravilhoso que esse encontro tem a oferecer.

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O FIJ não é somente "bom que dói" (por Sarah Kreuger)


Sim, meus amigos, o FIJ não é só “bom que dói” e ao longo deste pequeno relato vou falar sobre minha vivência nesse encontro tão incrível.

Antes, de relatar minhas experiências, meus amigos leitores, vou me apresentar e descrever as realidades que foram e são vividas por mim. Meu nome é Sarah, tenho 29 anos, venho de uma família de cultura sueca em que muitos familiares próximos se declaram ateus. Tenho cinco irmãos, sendo dois deles mais velhos e dois mais novos. Trabalho com Educação Física e, nas horas vagas, sou amante de um instrumento chamado viola (família do violino) o qual toco em eventos por paixão. Meu pai se declara judeu. Não tenho e nunca tive contato com a minha família paterna e sendo assim, as referências paternas que tive foram a figura do meu irmão mais velho e do meu avô, que, junto a minha mãe, sempre zelaram e primaram por uma educação crítica e de qualidade para mim.

Apesar de ser uma pessoa considerada, por muitos e por uma grande amiga, extremamente organizada, reconheço, e consegui perceber durante diversos momentos do encontro, que isso não passa de uma defesa. Defesa esta que se traduz em uma vida que, olhada por mim, não foi das mais organizadas! Não tive, dos meus pais, exemplo de casamento a ser seguido, infelizmente, e não fui criada em uma cultura em que o mais importante da vida é o “transcender” em vez do “ter”. Sou organizada, nos papéis, nas pastas, nos documentos, mas não na emoção e, principalmente, nos sentimentos!

A mania de querer ver tudo “perfeito” e “certinho”, de querer tentar “corrigir” e “apontar” os erros dos outros, caiu por terra, de fato! Doeu! Doeu muito e quantas lágrimas foram precisas para reconhecer isso! Quantas partilhas e momentos de profundo conhecimento eu precisei para compreender que eu não tenho que mudar o outro, que o outro nem sempre é culpado e que, na maioria das situações, a mudança precisa e deve ser começada por mim. Falamos tanto de mudança, mas não conseguimos mudar a nós mesmos e isso sinceramente me causou certo desespero!

Como já dizia Heráclito: “O homem que volta ao mesmo rio, nem o rio é o mesmo rio, nem o homem é o mesmo homem”. E hoje eu não sou a mesma Sarah, talvez uma Sarah transformada, que consegue ver Deus nos olhos do outro, que trata a caridade como essencial na relação com o outro e que, principalmente, vai em busca do outro, sem se acomodar esperando que esse outro possa vir primeiro! Fato! Pois a responsabilidade hoje é minha: de querer cultivar o amor, de querer ver o bem e unir grupos e pessoas.

Por isso, o FIJ não é somente bom que dói... Ele é maravilhoso que cura!

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1 comentários:

Rodrigo Moco disse...

Ambos me emocionaram muito! Graças a Deus pela vida de vcs, meninas! Estamos juntos!

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