Por: Paulo Vitor
imagem de: http://www.grupoclassic.com.br/

Acho difícil, bem difícil achar alguém que não goste de música. É isto que tenho notado nesses meus poucos anos de vida: Todo mundo curte algum estilo, cantor, banda etc.

E é bem interessante perceber como certos tipos de gêneros musicais estão diretamente ligados a estilos de vida, seja na forma de vestir, ou até mesmo no nosso comportamento. Muitos chegam a imitar “cegamente” os seus ídolos musicais, alguns chegam ao ponto de fazer cirurgias plásticas para aumentar a semelhança.

Também é bastante comum nos depararmos com os sucessos, por vezes de cantores bem pouco conhecidos, que arrebatam multidões, provocam choro e histeria, e na mesma velocidade com que estouram, caem no esquecimento. Parece que a música não era forte o suficiente pra permanecer, ou o estilo saiu de moda, ou as pessoas simplesmente enjoaram fadando ao fracasso assim alguns “fenômenos musicais”.

Acredito que os exemplos que citei acima são bem comuns, nada fora do que estamos acostumamos a ver. E digo tudo isso pra reafirmar o fascínio que a música exerce sobre nós, o “poder” que, de certa forma, essa arte tem, e é algo verdadeiramente fascinante. Pense em você mesmo, muito provavelmente, existe alguma música que marca a sua vida de maneira peculiar, talvez mais de uma até.

É claro que, de acordo com nossos gostos e influencias tendemos a acolher melhor certos estilos musicais, da mesma forma que dispensamos e resistimos a outros. Isso é normal e não nos dá o direito de menosprezar o gosto e estilo do outro só porque esse não nos agrada. Eu por exemplo, gosto muito de música sertaneja e cresci ouvindo as velhas modas de viola, mas tenho amigos que acham chato, sequer se interessam minimamente em ouvi-las.
Independentemente do estilo ou cantores que gostamos, vale pensar no que temos ouvido. Que tipo de música tem tocado nos meus aparelhos? A minha playlist está de acordo com os valores que professo, com as causas que defendo?

Se não questionarmos o que temos deixado entrar nas nossas “rodas de música”, correremos o risco de facilitar o crescimento da “animalização” dos nossos meios. Sim, pois, infelizmente, certos tipos de música não favorecem em nada a dignidade da pessoa. Muitos só querem vender um produto, sem se preocupar se esse tem qualidade, se atenta ou não contra os valores da família, se instiga a sensualidade no meio das crianças, enfim, tais critérios não importam, pois o importante é vender.

Diante disso tudo cabe refletir sobre a nossa condição de consumidor, e por que não de produtor de conteúdo? Aquilo que eu ouço, vai dizer muito sobre mim.

Como acontece com outras coisas do dia a dia, certas músicas são indiferentes, não fazem muito alarde no sentido moral, simplesmente divertem, entretém um pouco e só. No mais, sempre há algo ligado a esse universo musical, tem muita mensagem que reproduzimos sem nem mesmo perceber.

Ou nossa música traduz, dentro do possível, um pouco do que somos, queremos e buscamos, ou seremos meros reprodutores de “lixo”, agindo convenientemente com mensagens e lutas que não são as nossas.

Faça a experiência, analise o que você tem ouvido. Isso lhe faz ser mais você mesmo?

Paulo Vitor Simas
Professor de Ensino Religioso - Oficina de Valores

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