Fonte da imagem:http://anamariaornellas.blogspot.com.br/2011/01/agua-mole-em-pedra-dura-tanto-bate-ate.html

Sábado, 15/11/2012, ocorreu a segunda noite cultural da Oficina de Valores. Três foram as categorias premiadas: dança, música e poesia.  Trazemos hoje no blog a poesia vencedora. Ela foi declamada pelo Fernando Duarte em memória de seu pai, que foi o autor da mesma.

A água e a pedra

Límpida e envolvente                               
A água cai mansamente                          
Sobre a pedra nua e fria
Vai tirando harpejos
Saciando desejos
Declamando melodia
Do que tu eu sou mais útil
Não passas de coisa fútil
A água para a pedra dizia
E em mim existe a vida
Tu paradas adormecida
Mas a pedra lhe respondia
Eu fui estátua de rei
Eu fui as tábuas da lei
Dada a Moisés no Sinai
Eu fui mesa de altar
Para Abraão sacrificar
Suas oferendas ao pai
Eu feri de morte Estevão
Primeiro mártir cristão
Diz a pedra em gemido
Nas mão de Davi, o hebreu,
Eu matei um filisteu
Por Golias conhecido
Em ato de fé verdadeira
Eu fui pedra primeira
Dada a uma clã enfurecida
E mesmo que Cristo mandasse
Não houve quem me atirasse
À Madalena arrependida
Tenho fatos retratados
Por mestres gloriados
Nos mais famosos museus
Hoje sou história
Mas minha maior glória
São os mandamentos de Deus.

José F. Duarte

Sobre o autor: português da cidade do Porto, José foi vencedor de vários concursos de poesias e participante do livro de poesias Antologias, e escritor do livro "poesias de Além Mar"

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