Por: Mariana


A perfeição é a doença da nação


Você já pensou na quantidade de energia que você gasta inutilmente na sua vida tentando agradar os outros, fingindo ou tentando ser algo que você não é, apenas para ser “aceito” em um grupo ou ambiente, montando uma "fachada" socialmente aceitável? Já pensou no quanto você se desgasta, se machuca e se ofende amarrado a padrões, tentando se encaixar em um molde, apontado como ideal pela mídia?

São “n” quesitos como dinheiro, posição social, status, em que devemos nos encaixar, como se não fôssemos suficientes para agradar alguém. Cada vez mais vemos pessoas sem personalidade, sem vontade de assumir suas próprias crenças e preferências, porque ninguém acha isto legal, ou simplesmente porque "saiu de moda".

Tantas vezes, eu mesma já me vi nessas situações de fingir gostar de coisas só para agradar os outros e ser aceita, ir a lugares que eu nem curtia só pra socializar, me matar na academia pra tentar alcançar o tal “corpo perfeito”...

O que temos visto é um verdadeiro massacre humano, de homens e mulheres se matando para atingir um inatingível padrão de beleza imposto pela mídia, onde nos tornamos escravos da indústria da beleza. Cada vez mais vejo pessoas que estão perdendo o prazer de viver, tornando-se solitárias, por estarem inconformadas com sua forma física, fazendo dietas loucas, fazendo uma guerra contra o espelho, gerando uma auto rejeição terrível.

Infelizmente, quem acaba por impor padrões é a própria sociedade, quem os cria é o próprio ser humano e ele mesmo acaba por sofrer os males destes padrões. As pessoas estão tão preocupadas em se encaixar em padrões estéticos e coisas fúteis que acabam esquecendo as causas que se vale a pena lutar.

Não é um corpo malhado que irá mostrar a sua verdadeira essência. Temos que lembrar que somos sim perfeitos, de formas diferentes. Tanto faz ter um cabelo liso ou cacheado, um corpo gordinho ou magérrimo, formas e curvas definidas, o importante é se aceitar como você é e lembrar que no fim, quando você estiver bem velhinho, quando sua hora estiver chegando, lá no fim você vai ver que de nada adianta se martirizar pra se encaixar nesses padrões bizarros, o que realmente vai importar são as coisas boas que você fez (não só para si, mas para os outros também), os amigos que você fez e que te aceitam como você é, as risadas, as boas ações, enfim, termino com essa frase (que pra variar não sei o autor): 

“A beleza exterior alegra os olhos, porém a beleza interior, faz com que o coração bata.”

Mariana Freitas
Estudante de Letras

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