Por: Gabi


Para entender o hoje é preciso conhecer o ontem e, por isso, vou compartilhar um pouco da minha história.

Durante a infância, por vontade do meu pai, fui apresentada na Igreja evangélica. Mas mesmo sob a influência do protestantismo, eu cresci sem base religiosa. Fui ensinada a crer e depositar minha fé em Deus. Mas só recorria a Ele nos momentos de necessidades, angústias e aflições. Eu era incapaz de agradecê-lo.

Por intermédio da minha família paterna, durante a adolescência, participei de retiros e reuniões. Fiz amizades no meio evangélico, mas permaneci por pouco tempo. Eu acreditava que não precisava de religião e nem de uma vida comunitária para permanecer em Deus. As tentações eram sedutoras e, aos poucos, deixei de frequentar o meio religioso.

Há três anos, comecei a questionar minha fé. Depois do término de um noivado, senti o mais profundo vazio. Nada me preenchia. Questionava a presença de Deus e me perguntava se Sua existência era real, diante de tamanho sofrimento. Na minha cabeça, a vida deveria seguir conforme minha vontade e minhas necessidades. O que constatei ser mera ilusão.

Minha prima, Ana Paula, convertida ao catolicismo, constantemente me dizia sobre a importância de ter uma religião e afirmava que estava em Deus a paz que eu necessitava. Mas sem entender o momento que ela vivenciava, sempre optava por ignorá-la. Os dias iam passando e eu me preenchendo de maneira ilusória. Até que, em Janeiro deste ano, fiz um propósito com Deus. Pedi que, se realmente Ele existisse, que me guiasse. A partir desta minha brecha, Deus começou agir.

Em fevereiro, conheci um anjo que se tornaria um grande amigo, Paulo Vitor, que participava da Oficina de Valores. Em uma de nossas conversas, partilhei o vazio que eu sentia e a minha procura por Deus. Ele me aconselhou a participar do grupo de catequese disponibilizado pela Universidade Católica de Petrópolis.

Em março, iniciei a preparação para o Batismo, Primeira Comunhão e Crisma. Mesmo participando das aulas, ainda não estava ativa e constantemente me questionava se esta seria a vontade de Deus em minha vida.

Em maio, Paulo me convidou a participar do FIJ, Formação Integral do Jovem, que é um encontro para jovens com certa caminhada cristã. Paulo me disse que faria bem para minha formação. Na dúvida, mas com certa curiosidade, resolvi participar deste encontro. Eu não imaginava que aqueles cinco dias mudariam a minha vida.

Ao chegar ao local, me deparei com jovens cristãos que me acolheram e me fizeram sentir familiarizada e disposta a vivenciar os planos de Deus, durante o encontro. As situações vivenciadas naqueles dias me fizeram sentir o amor de Deus. Ele não só respondeu aos meus questionamentos, como fez brotar o Seu infinito amor em meu coração. Saí do encontro com a certeza da conversão.

Com a ajuda do amigo e professor da catequese, Dante Aragón, fui preparada para o Sacramento do Batismo. Em 7 de agosto, durante o Batismo, eu estava transbordando de felicidade. E, diante dos meus padrinhos, Ana Paula e Paulo Vitor, pais e amigos, disse meu "SIM" ao Senhor.

Em 13 de novembro, através do sacramento da Crisma, diante do altar, agradeci a Deus por Sua misericórdia e infinito amor.

Tudo tem um tempo para acontecer. Deus nos ama infinitamente. Basta abrir o coração para que Ele faça sua morada eterna.


Gabriela Pales
Jornalista

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