Hoje levantei da cama mais tarde que o habitual, afinal, é dia 21 de abril, feriado de Tiradentes. Feriado de Tiradentes!!! O que significa que há um ano atrás eu estava em Petrópolis, no famoso sítio São José do Oriente, participando de um retiro organizado pela Oficina de Valores, o FIJ.

Eu sou a Bruna, moro no interior do Paraná e em 2015 através do grupo de jovens que coordenava convidamos a Oficina de Valores para vir para cá. E em 2016 surgiu a oportunidade de eu e mais duas meninas daqui irmos para lá participar do FIJ. Fiquei empolgadíssima! Finalmente conheceria as pessoas que só via por fotos, que achava incríveis apenas pelos textos que escreviam aqui, reveria os amigos que vieram em missão aqui no ano anterior e de quebra ainda poderia conhecer alguns pontos turísticos!

O que eu havia esquecido é que estava indo para lá fazer um retiro e, apesar de gostar de retiros, tenho uma enorme resistência a eles. Interagir, absorver as coisas, partilhar...exige muito de mim.

Foram quatro dias recheados de sentimentos e ensinamentos. Tentar escrever aqui tudo o que senti e aprendi, mesmo após todo esse tempo, seria difícil e quase impossível porque é uma experiência diferente das outras que já passei, não posso sair contando sobre tudo o que acontece lá. Mas olhando o caderninho onde fazia as anotações durante as palestras (o FIJ comentado rs), com uma letra bem feia de escrita apressada, pude ver o quanto já fiz com o que vivi lá e o quanto ainda me falta para aprender e mudar. Posso dizer que conheci pessoas maravilhosas e muito diferentes de mim e do que eu era acostumada aqui. E acho que essa parte de conhecer (mesmo que superficialmente) me marcou bastante, conhecer histórias lindas, pessoas fortes e muito mais dispostas que eu a viver e morrer por algo. 

Não tive uma história de conversão, sempre fui católica (morna por muitas vezes) e não que não acreditasse na conversão das pessoas, mas nunca tinha visto nenhum exemplo e aí conheci tantos, de gente até que era de outra religião e optou pelo catolicismo. Isso mexeu muito comigo, me faz dar valor ao que tenho e não julgar quem está nessa busca e comete erros, afinal eu cometo-os tanto quanto e nem sempre tenho o coração tão desejoso de amor e mudança quanto eles. E como aprendi num texto deste blog, nunca devemos cometer o erro de julgar sem conhecer. Durante uma dinâmica pude me ver como alguém que machuca o outro, como uma julgadora, como alguém que fez o outro sofrer e até chorar e não foi nada bom ser essa pessoa.

No meio das anotações encontrei uma frase que veio me acompanhando durante esse ano que passou e vai me acompanhar por toda minha vida “Ser boa em tudo o que faço” (em todas as áreas da minha vida, algo assim) é bem difícil de se tentar e nem sei se algum dia irei conseguir. Mas é isso, tentar ser o melhor que posso ser e oferecer tudo, tudinho ao Bem maior, pois se tenho algo é dEle que veio. Pode estar meio confuso o que escrevi, mas é que realmente foi muita coisa, foi completo em tantos aspectos que eu nem imaginava, intenso e não foi cansativo como imaginei que seria... quando acabou ainda queria mais!

Por fim, termino dizendo que o FIJ realmente é “bom que dói” e hoje dói de levinho, com saudades e muito carinho por esses dias onde, além de sentir e conhecer melhor o Amor e a Misericórdia de Deus, também fomos acompanhados do cuidado e proteção de Maria. Também dói levinho de saudades, mas com muita gratidão à família da Nathalia Marques que nos hospedou durante os outros dias, ao bonde (Moco, Paulo, Nathalia Perninha, Diego e Yuri) e ao Thales pelo translado e companhia nos passeios, aos meus amigos Tertulianos pela amizade e parceria naqueles dias, ao pessoal que organizou e fez o retiro acontecer, por toda a disposição e dedicação que tiveram e, por fim, ao Alessandro e ao Julio pelo Sim dado a tanto tempo atrás e que através da Oficina é capaz de atingir muitas outras pessoas e fazer essas, por sua vez, darem também o seu Sim!

#AvanteOficina 



Bruna Turmina
Estudante de Engenharia Ambiental

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