Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.” (Benjamin Franklin)


A reflexão que se segue não se baseia exatamente na frase acima, mas sim em algo que tenho visto e tem me incomodado bastante. A citação nos serve apenas pra apresentar a idéia base do texto. Nos dias de hoje, tenho visto pessoas que ao se depararem com problemas não sabem como agir.
A partir da observação de nossos problemas, ou dificuldades, temos duas escolhas: ver monstros de sete cabeças com os quais não se vale a pena lutar, ou podemos tentar olhar sob uma perspectiva de crescimento, superação e fé.
Quando optamos pela primeira opção, damo-nos por vencidos e corremos o risco de não enxergarmos soluções, por termos colocado o problema como o centro de nossa vida. Por exemplo, ao terminar um namoro, a pessoa pode optar por pensar: ”Talvez Deus não tenha sonhado isso pra mim” ou pode se lamentar: ”Meu mundo não tem mais sentido!” e experimentar a decepção de ter depositado a fé em um deus que falha, como nos diz C.S. Lewis: “O amor só deixa de ser um demônio quando deixa de ser um deus.”.
Por tais motivos, vemos as vantagens em mudarmos de perspectivas ao encarar nossas dificuldades. E chegamos à conclusão que remoer-se, lamentar-se ou achar que um problema é irremediável em si não nos leva a lugar nenhum e é nesse ponto que adquirimos amadurecimento.
E mudar de ótica deixa-nos muito mais aptos a percebermos as soluções que precisamos aos nossos problemas. Entregar nossas mazelas nas mãos de Deus é ter onde e em quem depositar nossa confiança.
“Todo problema oferece uma dádiva!”, e essa dádiva, hoje, pode ser o arrependimento por algo dito, e não apenas a culpa; pode ser o perdão por algo que lhe tenham feito e não apenas a decisão de deixar um capítulo mal terminado.
Dádiva é um dom, e esse dom vem de Deus. Como ouvi certa vez em uma pregação: “Um dom, que é dado por Deus, se não for utilizado, pode fazer com que outras pessoas não O encontrem.” É uma grande responsabilidade que recebemos, e pra você talvez seja o perdão, uma conversa, um conselho, que falte para uma pessoa alcançar o seu estado de paz consigo e com os outros. Talvez esse outro seja você, talvez não. Mas fazer a sua parte pra isso já torna sua passagem pela vida essencial e indispensável.

Nicole  Correia da Costa
Universitária - 1º Período, 17 Anos - Oficina de Valores

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