Por: Rodrigo Moco

Estamos agora no penúltimo dia do ano. Ainda inebriados pelo espírito natalino, empanturrados das guloseimas e iguarias que sempre figuram em nossas mesas nessa época, iluminados pelos enfeites espalhados por todos os cantos e, certamente, tomados pela nostalgia que este cenário provoca.

O mês de dezembro é marcado por confraternizações, muitas e nos mais variados círculos de

convivência: amigo oculto no trabalho, festa de encerramento de ano na Escola ou na Faculdade, Ceia de Natal em família, e por mais que não percebamos, todos esses momentos têm um aspecto comum: são retrospectivos! Relembramos acontecimentos engraçados, fazemos questão de enaltecer a importância que as pessoas que nos cercam tiveram na nossa vida ao longo do ano, e isso tudo é muito bom.

Assim como a clássica Retrospectiva anual transmitida pela Rede Globo, em que relembramos alguns dos principais acontecimentos do ano, na nossa vida é necessário fazer com que o nosso ano passe, de fato, diante dos nossos olhos para revermos o que de mais importante aconteceu. Contudo, nós corremos o risco de que a nossa retrospectiva seja superficial, fique só nos acontecimentos; é preciso que façamos uma retrospectiva introspectiva. Esse processo só acontece quando olhamos para dentro, é como nos diz a canção: “Se o povo não conhece a própria história está condenado a repeti-la.”

Não estou aqui contradizendo meus textos anteriores e defendendo que devemos estar presos ao passado, de maneira alguma, mas insisto na ideia de que para a construção do futuro é fundamental olhar cuidadosamente para trás e ter, acima de tudo, a clareza do que deu errado e o que deu certo em nossas vidas - para não repetirmos os erros e continuarmos no caminho dos acertos.

Sendo assim, resolvi aproveitar o texto para te oferecer um pequeno roteiro de acontecimentos de 2012, julgo que será um exercício interessante:

- Quais foram as minhas principais frustrações no ano?

- Quais foram as minhas principais perdas?

- O que eu mais lamento do ano que passou?

- O que faria diferente se pudesse voltar no tempo?

- Quais seriam três ensinamentos que ficaram deste ano?

- Quais foram as principais alegrias que tive neste ano?

- O que mais desejo manter para o ano que vem?

- Qual é o acontecimento do qual mais me orgulho?

- O que conquistei?

- O que mudou em comparação com 2011?

- Que motivos tenho para agradecer?

E aí, saldo positivo ou negativo? Independente da sua resposta, sendo boa ou ruim, o ano acaba dentro de algumas horas e será eternizado na história; que ele seja posto no seu duvido lugar: o passado.

É vida que segue, adeus ano velho! 


Rodrigo Moco
Estudante de Psicologia - UCP - Coordenador da Oficina de Valores

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