Por: André
fratresinunum.com
Roubo meu título do primeiro filme da trilogia d’O Hobbit. Não porque fiquei surpreendido por entrar em Jornada, isto já era a muito esperado. Mas diversos acontecimentos que ocorreram antes, durante e depois da JMJ foram em sentidos completamente opostos aos que eu esperava.

Antes da Jornada, o fato que me surpreendeu foi a renuncia do Papa Bento XVI. Isto me marcou muito, pois foi o primeiro que
posso afirmar que conheci. Ele foi o Papa do período em que decidi seguir a Cristo ativamente, foi o Papa cujos discursos e escritos acompanhei e era o Papa que esperava encontrar no Rio de Janeiro. Quando soube da notícia só pensei em um “e agora?” com o sentimento de quem acabou de perder um conhecido.

Minha inscrição foi para participar da JMJ como um voluntário. Na semana anterior realizei os treinamentos necessários, recebi minha função e escala de trabalho. Depois comecei a realizar meus planos do que iria fazer durante a Jornada. Pensei em assistir catequeses de bispos de outras nacionalidades, ir a apresentações de grupos culturais estrangeiros, conversar com as pessoas para conhecer a realidade da Igreja em diversas partes do Brasil e do mundo, e é claro trocar “lembranças”. Em resumo, experimentar a “catolicidade”, a universalidade da Igreja. Devido a um imprevisto, tive que auxiliar um grupo que veio para a Jornada e fiz bem menos de tudo isso que desejei.

Para depois da Jornada esperava apatia e indiferença das pessoas que não tomaram parte no evento. Esperava que as pessoas gostassem da JMJ pelos feriados que ela trouxe, e não pelo evento em si.

Posso dizer que aprendi muito com os rumos que a minha jornada tomou. Com a sucessão pontifícia vi que de fato é o Espírito Santo que guia a Igreja. Ele fez com que um bom pastor cedesse seu lugar a outro. Com a responsabilidade que tive de assumir durante a Jornada vi que não podemos deixar que contratempos nos impeçam de aproveitar a graça que passa. E que devemos estar sempre dispostos ajudar o próximo e o fazer com alegria. Infelizmente, só fui aprender estas lições depois do necessário. E com as pessoas depois da jornada renovei minha esperança na humanidade, de que o Bem e pessoas reunidas em torno dele ainda são capazes de tocar os corações. 

Concluo dizendo que para mim esta Jornada foi um chamado a uma maior entrega a Deus, a atender o chamado do qual falou o Papa Francisco em Aparecida: “Fazei o que Ele vos disser.” (Jo 2,5). Que eu consiga responder como o Papa falou no mesmo discurso: “Sim, Mãe, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.”1


1Conclusão da Homília do Papa Francisco em Aparecida no dia 24/07/2013

André da Costa
Estudante de Economia - PUC-RJ / Oficina de Valores

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