Por: Gustavo



Final de 2014, eis que faço o Reavivar do JoAM em Magé com uma tal de Oficina de valores sendo responsável. Não me lembrava desse grupo, até porque fazia muitos anos que não me inteirava sobre as paróquias de Petrópolis. Fui com aquele famoso “pé atrás” para o Reavivar e hoje esse “pé atrás” me deu um impulso gigante.

A partir daquele momento fui me deixando conquistar pela Oficina sem saber, como dizia aquela música “Deixa acontecer, naturalmente... eu não quero ver você chorar, deixa que o amor encontre a gente ♪”

E foi assim que aconteceu, a partir de um Reavivar eu decidi ir ao Retiro de Carnaval, o primeiro de muitos! Confesso que eu e meu amigo, Yago, decidimos ir por volta de 00h20min do Sábado, no bloco de carnaval em que estávamos.

Chegou a hora, ir ao encontro da van e mais uma artimanha do destino... A van atrasou por volta de 01h20min, e eu já quase desistindo e voltando para o aconchego da minha cama mas algo não me deixava voltar... Talvez a ficha que já tinha sido paga.

Após uma jornada de quase três horas, lá estávamos no sítio, sem conhecer ninguém, mas com aquela sensação “eu te conheço de algum lugar” com várias pessoas. Após uns trinta minutos, eu viro para Yago e pergunto “Qual ônibus vamos pegar amanhã para voltar?”. Depois dessas palavras parece que Deus entrou em ação... Um animador de brinco, um magricelo animando, um gordinho fazendo palhaçada e uma loura, apelidada de Gabi, que contagiava com uma animação única. Parece bobeira, mas assim fui começando a ser cativado.

Com o passar do tempo e das palestras, eu fui percebendo que não importava o quão bom poderia vir a ser o carnaval aqui fora, lá era o lugar onde eu deveria estar. Cada palestra era um tapa no meu rosto "sem caridade", cada oração era uma ferida cicatrizando, e na adoração aconteceu o perdão que eu não tinha dado a varias pessoas.

Destacar algum momento é cruel, mas eu diria três palestras: Nathalia, Breno e Paulo Vitor. Quanta maestria e naturalidade nesses três, todos com temas bem sutis e até certo ponto clichês, mas se engana quem pensa que foi apenas um CTRL C + CTRL V de palestras passadas, e como está enganado!

O momento mais marcante sem dúvida alguma foi a música ‘Coração valente’ na voz do Paulo Vitor, e digo que além da voz foi no sentimento dele. Quem é músico, ou aspira tocar algum instrumento, sabe que o principal em uma música não é o acorde ou tom, mas sim o famoso ‘feeling’ e após o testemunho eu acredito que ele pôs em seu desempenho tudo que queria desabafar e não tinha conseguido, ou segurado algumas vezes enquanto falava.

Por mais que as circunstâncias digam que não podemos, que não temos mais por que seguir sabendo que vamos falhar, não podemos desistir. Jesus parou de respirar três dias por mim, não foi à toa, não vai ser o medo de tentar outra vez que irá me cegar (novamente). Sou de carne e osso e por isso sou falho, mas a minha estrutura é a fé e isso não posso deixar que abalem, posso ser atingido, mas enquanto Deus for minha base, não irei desmoronar. “Quando confundi coragem com inconsequência, quando burlei as minhas leis vivi de aparência ♪”

Termino com uma música boba, mas lendo calmamente a letra faz todo sentido: Desde o dia em que eu te reencontrei me lembrei daquele lindo lugar que na minha infância era especial para mim. Quero saber se comigo você quer vir dançar, se me der à mão eu te levarei por um caminho cheio de sombras e de luz. Você pode até não perceber, mas o meu coração se amarrou em você, que precisa de alguém pra te mostrar o amor que o mundo (NÃO) te dá. Meu alegre coração palpita por um universo de esperança, me dê à mão a (ORAÇÃO) nos espera. Vou te amar por toda a minha vida, vem comigo por este caminho, me dê à mão pra fugir desta terrível escuridão ♪  

Gustavo Souza
Participante do Retiro de Carnaval

2 comentários:

Carol Nascimento disse...

Lendo este pequeno texto fui capaz de reviver emoções do retiro e até tive que segurar uma lágrima que insistia em ser derramada...
Obrigada Oficineiros, pelo sim de vocês!

Gustavo Souza disse...

Boa tarde, Carol. Fico feliz por ter conseguido passar o que a Oficina me transmitiu. Se você fica feliz pelo nosso 'sim' é porque o convite foi muito bem feito. Então, agora sou eu que agradeço: Muito obrigado por nos acolher e nos resgatar!

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