Por: Juliana


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Confissões de uma noiva: o namoro

Olá novamente,

É com muita alegria que eu volto a escrever um pouco mais sobre o meu casamento pra vocês. E hoje venho contar um pouquinho mais do que aconteceu durante esses 5 anos de namoro que em breve desembocará em um casamento.

Pois bem, começo contando que lá há 5 anos eu não desconfiava que estaria paquerando o meu futuro marido. Confesso que foi um namoro tímido, que começou advindo de um interesse mútuo, é claro, mas um tanto quanto investigativo, se assim podemos dizer. E acredito que foi esse tom de descoberta e “investimento” que nos trouxe até aqui.

Sempre me lembro de que minha avó dizia que para um casamento dar certo é necessário casar com a água da chaleira fria pra deixar que com o tempo ela ferva – e hoje penso nesse ditado e avalio que quando o amor nasce de um relacionamento decidido e escolhido “a dedo”, ele tem tempo e fôlego para crescer e se desenvolver. (Vamos esclarecer que eu não estou dizendo que casais que começam a se envolver advindos de uma paixão avassaladora não dão certo – casais assim podem dar certo sim, mas todos hão de concordar que em casos como esse, a paixão fala mais alto que o amor e em muitos casos aquela acaba por calar este).

No início do namoro tudo são flores, borboletas e arco-íris, não é mesmo? Pois bem, conosco não foi muito diferente, as coisas iam fluindo bem apesar do ainda pouco conhecimento do outro e de suas opiniões, ideias e manias. Tempo bom que não volta mais, certo? (Graças a Deus que não!!) Não brigar, e concordar, e rir juntos é muito bom sim, sem dúvidas, mas é na adversidade que se conhece o outro.

Pois bem, a partir do nosso segundo ano de namoro, as coisas ficaram um pouco mais feias  - o número de brigas era bem alto! Algumas vezes, chegávamos a discutir por tudo e sobre tudo: as manias advindas do jeito da família de cada um, horários de encontros, notas da faculdade, saídas com os amigos, onde iríamos nos encontrar, ciúmes e tudo mais. Pensamos muitas  vezes em terminar o namoro e acabar com aquilo, mas sempre que a decisão chegava ao ultimato do término, decidíamos por mais uma semana, um mês, um ano. Foi um tempo de intenso conhecimento do outro, dos limites do outro, e infelizmente por muitas vezes, do quão mau, cruel ou até mesmo vingativo um ou outro podia ser...

Mas, depois da tempestade sempre vem a bonança e os tempos de paz chegaram e para ficar. Tivemos muitos momentos dignos de lembrança nesse tempo, e bem claramente conseguimos aprender que dos maus se tira ensinamentos e dos bons ótimas lembranças.

Acredito que é possível dizer que ficamos mais parecidos um com o outro. Aprendemos a nos respeitar e conhecer as peculiaridades do outro: eu sou noturna, ele é diurno; eu quero aula de canto, ele de dança; eu quero aprender alemão e ele francês; eu prefiro uma rede e bons filmes, ele praia e aventura; mas nós dois acima de tudo queremos conciliar tudo isso juntos.

É claro que você sabe que seu namorado(a) não é (ou será) perfeito(a). O importante aqui é pôr na balança todos aqueles defeitos e qualidades dele(a) e avaliar: vale a pena investir meu tempo nele/nela? E tenha a certeza de que tudo o que você precisa saber sobre ele/ela está bem ali na sua frente: no jeito que ele/ela fala, come, te responde, te liga, escreve mensagem, chora, ri, se comporta na frente dos amigos... Como diria a música do Los Hermanos: “claro e simples sou aquilo que se vê”.  Casamento não é feitiço de beijo do amor verdadeiro de conto de fadas, não vá esperando a poção mágica fazer efeito na hora do sim, antes disso, aprenda a encontrar seu príncipe encantado/sua princesa naquele(a) que está ao seu lado.

E digo mais, é nas pequenas coisas que se conhece e se ganha alguém. É no âmbito dos detalhes muitas vezes que você terá a certeza de que seu namorado(a) é o(a) escolhido(a). O ser humano é maravilhoso e deveria nos encantar com suas individualidades: ao fim de um namoro bem sucedido poderíamos acrescentar até mesmo uma dose de “telepatia”, de total cumplicidade.

Passamos por várias fases do namoro nesses 5 anos e ainda tem uma lista de coisas que eu quero fazer, quero mudar, não concordo, amo, odeio, respeito, não entendo, assim como ele. O importante sempre vai ser estar junto, ser presença, alinhar expectativas e dar o sangue, suor e lágrimas pelo sucesso desse relacionamento, afinal quanto de esforço é válido pra fazer prosperar o maior projeto da sua vida?


Até breve...

Juliana Benevides
Professora de Inglês / Oficina de Valores

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