Por: Rafa

Flertar, paquerar, conquistar, ficar, namorar e terminar em apenas alguns dias. Vivemos uma época na qual os relacionamentos são marcados pela pressa. Compromisso, palavra que passou a causar medo nas pessoas, em um mundo que busca tudo tão fácil. Não! Não seria normal escondermos que vivemos uma crescente desilusão amorosa.

Fato é, que os valores se perderam. Sim, valores morais. Somos culpados, homens e mulheres, não existe culpa maior para um dos lados, ambos vivemos erros igualmente. Tudo se tornou tão descartável e momentâneo. Talvez possamos atribuir a parte dos relacionamentos às seguintes frases: Mesmo que sejam apenas desejos egoístas, vamos viver tudo que há pra viver! Consideremos justa toda a forma de amor, mesmo quando este não seja mais que uma palavra...

Reduziram o amor ao pó! Pode parecer discurso de um velho literario romântico crítico, mas, não! Viver tudo que há para viver ultimamente tem significado muito pouco. Começa na euforia e acaba no pior dos vazios, em saber que nada daquilo preencheu de verdade, que ainda se está preso na vagueza dos sentimentos.

Para uma vida feliz é importante ir contra a maré. Para ter um bom namoro é necessário ser um bom solteiro; e viver bem como solteiro não significa a busca incessante de conquistas, mas sim estar preparado para conquistar a pessoa que, aos seus olhos, é aquela com a qual você tem condições de construir felicidade. Ainda que o processo de conquistar e ser conquistado tenha lá seus riscos, ele nos ensina e amadurece, e até mesmo nos ajuda a corrigir erros. 

Retirar uma definição do dicionário seria rotular de maneira pobre algo que para nós é muito grande e bonito: o namoro. Para os pessimistas ou amantes da vida de solteiro, namorar significa a perda da liberdade, para outros ainda, conseguir uma companhia admirável e perfeita é impossível. Creio que, para além destas concepções pobres, namorar é comprometer-se com a felicidade do outro, ter o desejo de fazê-lo feliz mesmo diante de todas as limitações. É saber que tem alguém que conhece você e que se importa o suficiente para perguntar cotidianamente “como foi seu dia?”. É sim ter beijos e abraços mas o namoro não se resume a isto. Namorar não é tomar posse, isolar-se, viver em um mundinho que se resume a dois. Namorar não é 12 de Junho, data em que todo o romantismo se concentra e se esgota. 

Se eu posso dar alguns conselhos aos namorados neste dia que é dedicado a eles, seriam os seguintes: Sejam antes de tudo amigos; a amizade lhes presenteará com o amor. Não tenham pressa em dizer “Eu Te Amo!”; mas, quando dito, que venha do coração, olhando nos olhos, com uma convicção profunda. Façam plano e passeios, almejem o futuro. Superem os desentendimentos, brigas, ciúmes. Cultivem a cada dia o desejo da conquista mesmo sabendo que já fazem juntos uma caminhada de amor. Lembrem-se de que o namoro não acaba após o noivado e o casamento. Para os solteiros peço não comecem um relacionamento por um inverno e aos já comprometidos que terminem em troca de um verão. 

Como diz a canção, vivemos esperando o dia em que seremos melhores no amor. Que essa espera possa ser encurtada e que hoje seja o dia em que começamos a amar melhor


Rafael Souza
Administrador - Oficina de Valores

1 comentários:

Paloma Neves disse...

Verdade Rafa, sábias palavras!

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