Por: Mariana

Preconceito... até quando?

O preconceito existe em todos nós, seja em maior ou menor intensidade. E embora saibamos o quanto seja ruim e prejudicial, nossa primeira reação ao que é diferente é o estranhamento, a não aceitação.

No entanto, de onde vem o preconceito, como ele chegou até nós? Sem sombra de dúvida, o preconceito nos é ensinado, direta ou indiretamente. Somos condicionados a rejeitar aquilo que não se enquadra em nossas concepções.

Nas características comuns, atitudes preconceituosas são aquelas que partem para o campo da agressividade ou da discriminação. O preconceito faz parte do domínio da crença por ter uma base irracional, não do conhecimento que é fundamentado no argumento ou no raciocínio.

É importante ressaltar que o preconceito não se dá apenas contra negros, crenças e deficientes por exemplo. Qualquer tipo de julgamento precoce, baseado na ignorância é considerado um tipo de preconceito.

Certa vez, ouvi uma história que me marcou bastante, e ilustra mais especificamente o preconceito racial, porém pode ser aplicada a qualquer tipo de descriminação.

“Era uma tarde de domingo e o parque estava repleto de pessoas que aproveitavam o dia ensolarado para passear e levar seus filhos para brincar. O vendedor de balões havia chegado cedo e, como bom comerciante, chamava atenção da garotada soltando balões para que se elevassem no ar, anunciando que o produto estava à venda. 

Não muito longe do carrinho, um garoto negro observava com atenção. Acompanhou um balão vermelho soltar-se das mãos do vendedor e elevar-se lentamente pelos ares. Alguns minutos depois, um azul, logo mais um amarelo, e finalmente um balão de cor branca. Intrigado, o menino notou que havia um balão de cor preta que o vendedor não soltava. Aproximou-se meio sem jeito e perguntou: "moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?" O vendedor sorriu, como quem compreendia a preocupação do garoto, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava no ar, disse-lhe: "Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir."”


E é exatamente isso que deveria ser o mais importante, nossas ações, nosso caráter.

Uma válida ressalva a ser feita é a de que diferentes opiniões sempre existiram e sempre vão existir. Não há nada errado em pensar diferente dos outros, mas a forma como lidamos com essas diferenças é o que realmente importa.

O respeito, a paciência, a compreensão e o amor ao próximo são meios pelos quais a nossa não aceitação, o nosso preconceito não sai de controle. E se desejamos ver tais qualidades nos outros, devemos começar por  quem  está mais próximo: nós mesmos.


Mariana Freitas
Professora de Inglês / Oficina de Valores

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