Por: Nathalia
GRATIDÃO. Essa palavra resume bem o que sinto em relação a Oficina. Mas claro que nenhuma palavra é suficiente para expressar todo o sentimento, toda a alegria que sinto em fazer parte dessa história. Confesso que tive bastante dificuldade para escrever esse testemunho, não porque eu não tenha o que escrever, mas justamente pelo contrário. São tantos acontecimentos, tantos ganhos, que expressar minha gratidão à Oficina se torna insuficiente. Pensar nessa década da Oficina é pensar na minha própria vida, as duas coisas não se separam. 

Conheci a Oficina de Valores ouvindo uma palestra quando eu ainda estudava no ensino médio e não fazia a menor ideia de que conhecer melhor aqueles rapazes que falavam sobre sentido da vida iria virar minha história, algum tempo depois, de cabeça para baixo. No dia em que ouvi a palestra, toda a mensagem teve bastante impacto em mim, eu e minha turma gostamos muito. Um tempo depois disso fiz um encontro e comecei a participar concomitantemente da Paróquia do Quitandinha e do início da estruturação do que, hoje, conhecemos como Oficina de Valores.

Bom, não há nem como dimensionar o tamanho do meu crescimento (espiritual e enquanto pessoa, não em tamanho) nesse tempo, e espero que venham muitas décadas ainda. A vivência de fé, de comunidade dentro desse trabalho faz com que eu seja muito melhor e se, em essência, a atribuição de uma oficina é consertar ou criar coisas, essa Oficina ajuda a me construir e a me consertar todos os dias, a me reconstruir quando me deparo com meus defeitos e limitações, a viver e construir meus Valores.

É claro que não tive só alegrias aqui, é óbvio que na convivência houve decepção, assim como eu tenho certeza de ter decepcionado também. Houve momentos em que eu quis desistir, na verdade até hoje há alguns momentos assim. Mas o que me faz permanecer? Muitos motivos! Mas o principal deles é que aqui eu encontro Deus, é onde reencontro o Sentido da minha vida a cada reunião, a cada encontro, a cada convívio com os amigos que fiz. 

Falando nisso, muitas amizades devo a essa obra, quantas pessoas se tornaram amigas a partir de algo promovido pela Oficina. Consigo lembrar muitos e muitos nomes. Em uma pequena parcela de tempo, várias pessoas tiveram uma grande influência na história da Oficina, e consequentemente na minha também. Penso nas minhas amizades e muitas delas se consolidaram por esses caminhos. Quantas partilhas! Quanto eu aprendi com a experiência do outro!

Só vale a pena viver pelo que vale a pena morrer. Quantas vezes eu já falei essa frase e quantas ainda eu a escutei. Vale morrer pela Oficina porque por ela eu tenho vivido e vivido intensamente. Muitas vezes, em nossas palestras, nós dizemos que amar alguém significa comprometer-se com a felicidade desse alguém. Bom, eu me comprometo com a felicidade da Oficina! A Oficina não é um objeto, é um corpo vivo que cresce a cada dia e eu me comprometo todos os dias a continuar essa missão que foi e continua sendo confiada ao Júlio e ao Alessandro.

Tudo o que doei e contribuí é muito pouco perto do que eu ganhei. E se me pedissem para definir a Oficina, eu repetiria o que eu já ouvi em algum contexto dentro da própria Oficina: é um grupo de amigos que quer evangelizar.

Enfim, Deus poderia ter me chamado a estar, a encontrá-Lo em qualquer movimento ou paróquia, mas Ele me quis aqui. Ele permitiu que a Oficina me encontrasse e que eu a encontrasse e eu sou muito feliz por isso. Já foram muitos encontros, muitas reuniões, muitas palestras, muitos eventos, muitos encontros com pessoas maravilhosas, muitos sorrisos, muitas lágrimas, a grande maioria de alegria, foram dez anos e que venham muitos outros, porque o melhor sempre está por vir.



Muito obrigada, Oficina!

Nathalia Pereira
Coordenadora da Oficina de Valores

1 comentários:

Breno disse...

Muito legal seu texto Nathalia. Expressa muito do que sinto e penso!

Postar um comentário