Por: Yuri

Imagine que você é uma pessoa mediana. Você não comete atos muito ruins, de uma forma geral, mas também não se esforça para realizar bons atos. Você não ficava de recuperação na escola, até tirava boas notas, mas não estudava e por isso não retinha o conhecimento. Quando havia trabalho em grupo na escola, você até participava, mas você nunca era o “líder” do grupo porque esse “cargo” necessitava de comprometimento. Você gosta da sua vida da forma que ela está, por isso não tem grandes ambições (leia-se sonhos). Você é um bom filho (ou filha), não costuma atrapalhar em casa, mas também não se esforça para ajudar nas tarefas domiciliares...
 
Bom, talvez o leitor tenha se identificado com essa pequena introdução, mas afirmo aqui que esse não é meu objetivo. Diferente de outros textos que escrevi, esse tem o foco em mim.  Sim, essa pessoa que você imaginou sou eu, ou melhor, já fui eu.

Tempos atrás, eu costumava ser esse tipo de pessoa; uma pessoa medíocre.  Eu não  vivia assim porque  era uma pessoa ruim ou folgada, não sei, talvez eu até fosse um pouco, mas acho que o adjetivo que melhor define essa minha experiência  é “conformado”.  Eu era conformado com a vida que levava.  Não esperava muito da vida e não recebia muito dela também, logo  não tinha decepções. Talvez o leitor indague se isso não é algo bom, afinal quem não quer viver uma vida fora das decepções? Eu acredito que esse era meu pensamento antigamente. “O médio é bom.”

Acho que se não fossem alguns episódios muito específicos  na minha vida, eu ainda estaria pensando dessa forma.  E quero deixar claro que esse “modo de pensar” não era muito consciente. Eu não pensava: “Ah, eu quero ser mediano!”, eu simplesmente era e isso não me incomodava. Em 2012 eu tive meu primeiro contato com a Oficina de Valores, mesmo que sem saber direito o que realmente era. Na época, uma participação pequena em um grupo pequeno. Eu simplesmente tocava violão em algumas escolas. Sim, esse foi meu primeiro contato com a Oficina, e a partir daí comecei a me engajar em outras vertentes.  E eu sou  muito  grato por tudo isso.

Na Oficina,  eu me deparei com pessoas ambiciosas, no melhor uso possível da palavra. Pessoas que sonhavam alto, que buscavam coisas concretas, coisas possíveis que requeriam esforços, e isso não as impedia. Logo quis ser assim, quis sonhar alto! Pensar grande e sair dessa inércia chamada comodismo.
 
Hoje eu participo ativamente nesse grupo, e digo que muito aprendi estando aqui. Aprendi a ser responsável, a assumir compromissos, a botar a cara para que o trabalho aconteça, aprendi a lidar com as pessoas.  E digo que ainda continuarei aprendendo, pois  tenho muita identificação com essa obra, tenho muito o que aprender ainda e acho que tenho muito a oferecer também! Que venham mais 10, 20, 30, 100 anos de Oficina de Valores, e que continuemos crescendo,  pois somos feitos para cobiçar o alto!
 
 Yuri Weilemann
 Estudante de Engenharia/ Oficina de Valores

0 comentários:

Postar um comentário