Por: Jonathan

Como será nossa vida daqui a 5 anos? E daqui a 10 anos? Quando esse futuro chegar, o que terá acontecido de diferente?

A vida humana, ainda que marcada predominantemente pelos atos presentes, é direcionada para um futuro vindouro. No dia a dia, muitas vezes realizamos ações pensando em como elas ajudarão a nós mesmos ou aos outros a alcançarem objetivos que, por vezes, não se mostram imediatamente.


Estudar para o vestibular por exemplo é uma ação que não tem um fim em si mesma, mas busca uma aprovação para estudar em uma universidade. Estudar em uma universidade, por sua vez, é um ato voltado para viabilizar a entrada em determinado mercado de trabalho... Poderia até prolongar os exemplos, mas pensando que ficaria demasiadamente cansativo, vou direto às perguntas a que nos tal raciocínio nos levaria: Qual o fim que busco ao realizar todas essas atividades? O que de fato espero como fruto das coisas pelas quais dedico meu tempo?

Diante de tanta correria dos dias atuais, marcados por um intenso acesso à informação e um ativismo cada vez maior, observamos pessoas que passam pelo mundo sem questionar para onde estão direcionando o navio de suas vidas. Ou ainda, por não se questionarem sobre qual direção tomar, contentam-se com tantas escolhas deturpadas.

Quão triste é conversar com pessoas que transformam os meios no objetivo em si. Não é raro observarmos pessoas que colocam como objetivo primário da sua vida enriquecer, ou pessoas que colocam como fim último o sucesso profissional ou um relacionamento amoroso. Mesmo entre aqueles que alcançam a meta traçada, não é incomum encontrar muitos frustrados, desapontados  por terem dedicado mais tempo a coisas que eram realmente importantes.

Tantos casos de pais de família que, por uma atenção desordenada ao trabalho, encontram-se distantes de seus filhos, que sofrem por terem deixado de aproveitar os momentos importantes com a família. Ou ainda, casos de tantos jovens que colocam sua esperança em uma condição amorosa passageira e, ao viverem um término ou uma decepção,  percebem-se sem chão e sem caminho para o qual seguir.

Em um quadro, onde tantas esperanças vazias são propostas, é importante perguntar: para onde devemos direcionar nossos barcos? Para onde dirigir nossas ações de um jeito que possamos manter o equilíbrio entre o que deve ser apenas um meio para possibilitar a conquista do objetivo e aquilo em realmente consiste o objetivo da vida?

A dica é dirigir a vida para aquilo que pode fazer com que sejamos realmente felizes. Viver com dedicação, entendendo que todos os nossos atos devem estar orientados a felicidade.


Mas onde está essa tal felicidade?

Segundo Victor Frankl,  a felicidade é uma porta que se abre para fora,  que se abre para os outros. Ou seja, para vivermos bem nosso ideal de felicidade, devemos dedicar nosso tempo a ajudar os demais. E, além disso, não podemos de deixar de colocar a esperança Naquele que não passa. 



 Jonathan Penha
Engenheiro de Produção - UFRJ/Oficina de Valores



  




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