Por: Paulo Vitor

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Mudar é preciso, ser eu é preciso

E não é que o tempo mostra um monte de coisas mesmo?! Aquela velha história que os adultos sempre falam: “um dia você vai entender”. Então, acredito que, de fato, certas coisas a gente entende só com o passar do tempo. A experiência adquirida com vitórias, mas principalmente derrotas, traz sabedoria pra quem não quer parar de caminhar, pra quem não se contenta em ser só mais um. E, no final das contas, por mais que a pessoa seja acomodada, preguiçosa, cansada etc., aquele desejo de ser mais continua ali, ainda que adormecido.

É verdade mesmo, quando se tem 30 anos, é possível entender algumas coisas bem importantes, coisas que, no meu caso, eu não conseguia ver com 20. Como disse o grande D. Helder Câmara: “Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo”. E quanto mais velho se fica, mais comum se tornam discursos como: “Eu não tenho que mudar nada. Quem gosta de mim, que goste assim desse jeito.” Conceitos e afirmações que reforçam a ideia de mediocridade e comodismo, que são perigos inerentes a todos.

É muito bonito e desafiador pensar e se esforçar por não deixar os defeitos se tornarem “bengala” que justifica nossas más atitudes; não ceder as pressões de vários lados da vida social que dizem não ser possível isso e aquilo, que a vida real é dura e sonhar demais faz com que se perca o foco. São muitas vozes, muitos caminhos que, na maioria das vezes, levam o sujeito a conclusões, lugares de relativo conforto, porém, incapazes de trazer uma verdadeira paz.

Disse o poeta grego Píndaro: “Homem, torna-te aquilo que és”. E aquilo que somos é forjado no dia a dia, no cadinho da humilhação, na glória de pequenas vitórias, no gosto amargo das derrotas, mas, acima de tudo, na vontade de ir além, de ser mais, que sempre deve nos levar a mudar o que for preciso, pois nunca é tarde para fazer novos projetos, dar segundas chances, perdoar as mesmas pessoas, se perdoar...

Acredito que não há caminho sem objetivo claro a seguir. E seguir de maneira corajosa e inovadora faz do caminho muito mais interessante, pois o mundo muda, nós precisamos mudar, mas sem nunca deixarmos de ser nós mesmos.

Paulo Vitor Simas
Professor de Ensino Religioso
Oficina de Valores

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