Por: Flavi


Há muito tempo penso em escrever algo para o blog da Oficina de Valores. Fiz alguns rascunhos, mas nunca enviei de fato. Porém, depois deste retiro de carnaval, não posso mais calar o que venho experimentando desde 2014, quando eu fiz o meu retiro e conheci melhor o que era a Oficina de Valores. Bom, mas porque escrever somente agora? Por que tem coisas na vida que a gente só percebe quando passa a colocar um olhar amplo, como aquela história de sair da ilha para poder conhecer de fato a ilha. Bom, o retiro de carnaval de 2017 foi o grande marco para que eu colocasse um olhar especial sobre a Oficina de Valores, a minha comunidade cristã.

Para que possam entender, ano passado iniciamos o processo de discernimento para membros da Oficina. Eu já estava servindo a obra em várias situações e estava cheia de expectativas para esse momento, mas ao mesmo tempo, havia iniciado os estudos de especialização da minha profissão e não tinha mais o mesmo “tempo” para disponibilizar para as missões da Oficina. Interiormente, estava passando por um momento de muitas dificuldades. Acabei focando nos estudos e em companhias que me levaram para longe da realidade que eu vivia e acabei me afastando da Oficina e de seus membros. O que eu não sabia era que sentiria uma falta danada dessas pessoas e das missões, das reuniões na minha casa ou dos cinemas durante a semana. Não deixei de viver minha fé e o que aprendi com os oficineiros, mas me coloquei distante. Alguns dos membros se fizeram presente durante o ano me procurando pelas redes sociais, marcando lanchinhos ou somente dizendo que eu fazia falta, o coração apertava de saudade e eu, mesmo feliz na realização profissional, rezava para o tempo passar e poder voltar a estar com eles constantemente.

No início do ano recebi o convite da coordenação para fazer parte da equipe do retiro de carnaval, imagina você como fiquei! Meu coração explodiu de felicidade, eu não conseguia esconder o quanto estava feliz por poder dizer novamente que eu era Oficina. Não seria meu primeiro servir em algum retiro da Oficina de Valores, mas para mim foi o mais especial. Rezei como não fazia há tempos, busquei como não buscava há tempos, me fiz presente como não fazia há tempos. E me senti completa novamente. Acredito que grande parte das pessoas que são Oficina não imagina como eles são importantes na minha vida, não fazem ideia do quanto me fazem bem e me levam mais para perto de Deus.

Enfim, Estive no retiro, fui líder do bloco verde (querido do coração), servi ao lado do Rodrigo, o grande amigo responsável pela minha ida ao retiro de 2014 e em muitos momentos responsável pela minha permanência (ele não imagina o quanto é sinal de Deus na minha vida) na Oficina, estive com tantos amigos que me santificam, entendem, amigos de verdade que mesmo quando estive longe me amaram imensamente. Pude rezar, experimentar as graças de Deus sob o olhar de Maria, dei gargalhadas sadias, pulei, cantei mesmo mega rouca, dancei e me senti feliz, de verdade. Um retiro simples (mesmo com a Ziza e o Kiari lá rs) onde tive minha fé renovada mais uma vez. Um retiro que me reorganizou, espiritualmente e humanamente, onde pude ser Oficina e ter a certeza de que essa comunidade é o onde quero estar. 

Meu sentimento após o retiro: Voltei para casa com direito a festa, o melhor anel, a melhor veste e as melhores pessoas ao meu lado. Cheguei a seguinte conclusão: Nunca deixei de ser parte dessa comunidade. Sou tão amada por Deus que recebo Ele através dos seus amigos que chamo de meus amigos, como diria um dos nossos fundadores. Sou grata demais aos que contribuíram para que eu estivesse aqui hoje, os que estiveram perto, os que rezavam, os que se alegraram com minha alegria. 

Obrigada, Oficina de Valores.


Flaviane Zanelatto
Professora de Artes e Pós-graduanda em Artes Visuais
Participante do Retiro de Carnaval 2017 / Líder do Bloco Verde

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